sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Londrina no centro do debate

A cidade entra em cena na programação do Londrix 2008 – Festival Literário de Londrina, nesta sexta-feira (26), através da palavra de quatro autores que conhecem de sobra a sua cultura, cenários e personagens. O debate “Londrina: a cidade como inspiração poética”, às 19h30, na Casa de Cultura da UEL, reúne na mesma mesa Domingos Pellegrini, Miriam Paglia Costa, Mário Bortolotto e Karen Debértolis.

Domingos Pellegrini vai abordar o tema “Londrina: a cidade como inspiração poética” a partir da leitura de dois poemas seus que falam sobre a cidade, além de ler e comentar trechos dos romances “Terra Vermelha” e "No Coração das Perobas”. O escritor afirma que trata de temas locais e regionais, mas sempre com a preocupação de abordar também valores universais, que levam em conta as questões éticas e existenciais do homem.

Segundo Pellegrini, “o regionalismo que não extrapola seus limites geográficos deixa a obra com um caráter folclórico”, o que não é o caso em sua literatura. As referências a Londrina sempre foram marcantes na obra de Pellegrini, desde “O Homem Vermelho”, primeiro livro do autor a receber o Prêmio Jabuti na categoria Contos, em 1977.

Escritor, dramaturgo, jornalista e publicitário, ele recebeu, entre outros prêmios, cinco Jabutis, da Câmara Brasileira do Livro. Em destaque, o de 2001 para o romance “O Caso da Chácara Chão”. No dia 31 de outubro ele vai receber, em São Paulo, mais um Jabuti, conquistado com o livro “Mestres da Paixão”, um dos vencedores da categoria juvenil. Pellegrini, que nasceu em Londrina em 1949, tem mais de 40 livros publicados e outros cinco aguardando publicação. O escritor mantém o blog http://www.sitioterravermelha.com.br/.

Domingos Pellegrini (Foto: Renato Forin Jr)
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Mário Bortolotto, escritor, dramaturgo e compositor, também utiliza em suas obras vivências e personagens da cidade; um exemplo é a peça teatral “Diário das Crianças do Velho Quarteirão”, entre outros textos. Bortolotto é londrinense, radicado em São Paulo. É fundador do grupo de teatro Cemitério de Automóveis, onde atua como diretor-ator-sonoplasta-iluminador. Escreveu mais de 50 peças, muitas delas premiadas, como a vencedora do Prêmio Shell de 2000 “Nossa vida não vale um Chevrolet”, adaptada para o cinema por Reinaldo Pinheiro.
Mário Bortolotto (Foto: Paola de Horte)

Já publicou romances, como “Bagana na chuva” (2003), e é compositor e cantor de uma banda de rock, Saco de Rato Blues. Escreve o blog http://www.atirenodramaturgo.zip.net/.

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Karen Debértolis é escritora e jornalista. Publicou “A estalagem das almas” (Promic/Travessa dos Editores - 2006) – lançado em Londrina, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Niterói, Montes Claros e Brasília -, “Guardados” (Atrito Art, 2003) e “Calidoscópio” (edição de autor,1995). O livro “A Estalagem das Almas” inspirou a peça teatral “Além Mar”, do grupo belga Noisette. A peça estreou em janeiro de 2008 em Antuérpia, na Bélgica, e foi apresentada no Festival Internacional de Londrina na edição deste ano.

Karen Debértolis (Foto: Fábio Gatti)

Em 1994, Karen ganhou o prêmio Revelações do jornal literário Nicolau (Secretaria de Estado da Cultura). Participou das coletâneas “12 – Antologia de Poetas Londrinenses” (Atrito Art Editorial, 2000) e do Prêmio Helena Kolody (Secretaria de Estado da Cultura, 1991). Com Fernanda Magalhães produziu o livro “A Estalagem das Almas”. Desenvolveu ainda os projetos “A Expressão Fotográfica e os Cegos” (2002), trazendo o fotógrafo cego esloveno Evgen Bavcar para Londrina.

Atualmente trabalha na produção de um CD com o músico e compositor paranaense Bruno Morais, radicado em São Paulo, além de fazer a coordenação editorial da reedição do livro “Eulália Neutra”, do poeta e jornalista londrinense Antonio Vilela de Magalhães, que será lançado ainda este ano. Mantém o blog http://www.karendebertolis.blogspot.com/.

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Miriam Paglia Costa, escritora, poeta, jornalista e editora, vai falar de sua obra poética que traz fortes referências a Londrina. O primeiro livro, “Colar de Maravilhas”, publicado em 1981, é sua obra de estréia e recebeu o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), na categoria Revelação. A autora também foi finalista do Prêmio Jabuti com o livro ''Notícias do Lugar Comum'', título que somente foi publicado em 1997.

Nascida em Londrina, em 1947, e morando em São Paulo desde 1974, Mirian está comemorando 30 anos à frente da Editora de Cultura, que tem a proposta de se manter pequena, publicando especialmente reedições de grande longevidade, a exemplo da coletânea de contos e crônicas ''Histórias das Quebradas do Mundaréu'', de Plínio Marcos.

O seu terceiro livro de poesia deverá ser publicado ainda este ano. A poesia em Mirian é autobiográfica e ficcional, sendo que os textos do novo livro são ambientados na paixão.
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Agenda
* A programação desta sexta-feira traz a Contação de Histórias da ventríloqua Pati e sua companhia de teatro de bonecos, às 16 horas, na Casa de Cultura da UEL.
* Às 18 horas, também na Casa de Cultura da UEL, o secretário de Cultura de Londrina, Valdir Grandini, coordena a oficina “Leituras do Mundo – Experiências da Rede Cidadania”, um programa desenvolvido pela Secretaria Municipal de Cultura. A oficina une práticas culturais com processos educacionais e tem por objetivo estimular o potencial criativo dos participantes.
* A noite na Vila Cultural Cemitério de Automóveis será de rock e poesia. Às 21h30, a banda Perdigotos, de Rolândia, faz show de rock, com composições próprias.
* Às 22h30, a banda londrinense Radicais Livres faz o show “Quando Você Vê a Cor do Dinheiro”, com letras de poemas de Herman Schmitz.
* Às 23h30, Mário Bortolotto e Fábio Brum fazem o show “Poesia & Música”, com composições que fizeram em parceria, algumas inéditas.
Horários da Feira de Livros:
Sexta e sábado, das 9 às 22 horas, e domingo, das 9 às 18 horas.



1 comentários:

Celia disse...

Parabéns pra todos nós...rss